Com a festa do batismo de Jesus, concluímos o tempo do Natal.  Com esta celebração, recebemos um convite para renovar nossas promessas batismais. Viver intensamente os compromissos de nosso batismo é o grande convite que Deus faz a cada um de nós. A graça divina jamais falta àquele que, com sinceridade de coração, procura viver segundo o homem novo, nascido da água e do Espírito. 

Pelo sacramento do batismo, somos assimilados a Jesus, e participamos de sua Morte e a sua Ressurreição para uma vida nova. Renascemos da água e do Espírito para tornar-nos, no Filho, filhos amados do Pai.  

Porém, o batismo do Senhor, ministrado por João Batista, não era o sacramento que hoje recebemos, pois este tem sua eficácia na morte e Ressurreição de Jesus para perdoar todos os pecados. Jesus não tinha pecados e não precisava deste Sacramento. A Carta aos Hebreus, diz que Ele “era igual a nós em tudo, com exceção do pecado” (Hb 4,15). 

O batismo de João Batista era um “batismo de arrependimento”, em preparação para a missão do Messias; quem o recebesse deveria se reconhecer pecador diante de Deus e se arrepender. Uma multidão de pecadores, de publicanos e soldados, fariseus, saduceus e prostitutas recebiam o batismo.  

Jesus se põe no meio dos pecadores, solidário com eles, para trazer-lhes a salvação. O Espírito Santo, sob forma de pomba, vem sobre Jesus, e a voz do céu proclama: “Este é o meu Filho bem-amado” (Mt 3,13-17). É a manifestação de Jesus como o Messias, o Filho de Deus. 

Portanto, o batismo de Jesus foi um sinal claro de sua missão neste mundo: o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele assumiu sobre Ele todos os pecados da humanidade, nos redimiu e deu-nos nova vida. Ele “carregou os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro para que, mortos aos nossos pecados, vivamos para a justiça. Por fim, por suas chagas fomos curados” (1Pd 2,24). 

Santo Agostinho diz que Jesus quis fazer o que ordenou que todos fizessem. Santo Ambrósio nos ensina que: “A justiça exige que comecemos por fazer o que queremos que os outros façam, e exortemos os outros a nos imitarem pelo nosso exemplo. ” 

Assim, o Senhor foi batizado, não por querer purificar-se, mas para purificar as águas. Desse modo, as águas passam a ter a virtude de batizar.  

No Batismo de Jesus, ‘abriram-se os Céus’ que o pecado de Adão havia fechado; e as águas são santificadas pela descida de Jesus e do Espírito, prelúdio da nova criação. ” Catecismo  

Sem dúvidas, Jesus quis ser batizado também para nos mostrar a importância do sacramento do Batismo – hoje tão desprezado – como disse a Nicodemos: “Quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus”. (Jo 3, 5). 

Que o batismo nos torne, na Igreja e através da Igreja, o Corpo místico do Senhor, verdadeiros discípulos-missionários de Jesus! 

O batismo liga-nos também à Igreja, à qual Cristo uniu-se de maneira irrevogável. Não podemos querer Cristo sem Sua Igreja. Contemplando, assim, o Mistério de Cristo e vivendo a graça do nosso batismo, anunciemos com humildade e caridade a fé que nos salva e enche de alegria as nossas vidas! 

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