O Papa Francisco em sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, se refere a Virgem Maria como a Estrela da nova evangelização.

Evangelii gaudium traduzindo do latin significa “a alegria do Evangelho”, é a primeira Exortação Apostólica do pontificado de Papa Francisco. No final do Documento, o Pontífice se dirige a Virgem Maria como a “Mãe do Evangelho vivente”, pedindo a sua intercessão materna para que o convite para uma nova etapa da evangelização seja acolhido por toda a comunidade.

O Santo Padre nos ensina que Nossa Senhora é mulher de fé, que vive e caminha na fé, por isso ela é um ponto de referência para toda a Igreja. A Virgem de Nazaré deixou-se conduzir pelo Espírito Santo, através de um itinerário de fé, numa vocação que se realizou no serviço e na fecundidade.

Nossa Senhora foi a primeira catequista e evangelizadora. Ela aponta para a Igreja o caminho de seu divino Filho. Além de ser grande evangelizadora, ela é também a mais perfeita seguidora do evangelho de Cristo, a mulher de profunda fé que colocou em prática todos os ensinamentos do Divino Mestre.

Papa Francisco nos lembra que “nesta peregrinação evangelizadora, não faltam as fases de aridez, de ocultação e até de um certo cansaço, como as que viveu Maria nos anos de Nazaré enquanto Jesus crescia”. Foi na obscuridade que a Virgem Maria permaneceu durante muitos anos, na intimidade com o mistério do seu Filho Jesus Cristo durante a sua vida oculta. Nesse tempo de incertezas Nossa Senhora avançou no seu itinerário, na sua peregrinação de fé.

Ele também nos explica que “há um estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja”. Sempre que olhamos para a Virgem Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto, próprios de uma mãe. Na Mãe de Jesus, “vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes, que não precisam maltratar os outros para se sentirem importantes”. Em Maria, descobrimos que aquela que louvava a Deus porque Ele “derrubou os poderosos de seus tronos” e “aos ricos despediu de mãos vazias” (Lc 1, 52.53) é a mesma que assegura o aconchego de um lar para nós que buscamos a justiça. A Mãe de Deus é também a mesma que conserva cuidadosamente “todas estas coisas ponderando-as no seu coração” (Lc 2, 19).

Assim, fixemos nossos olhares em Maria, para que ela nos ajude a anunciar a todos a mensagem de salvação e para que os novos discípulos se tornem evangelizadores eficazes.

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