Celebrar o Natal não é celebrar o aniversário de Jesus. Esta data possui um significado muito mais profundo e não se resume a apenas um dia do ano.

O nosso Deus, quando quis nos salvar, agiu na nossa história. Primeiramente agiu na história de toda a humanidade, guiando de modo secreto e sábio todos os seres humanos e sua história. Depois, Deus agiu de modo pleno e total, fazendo-se pessoalmente presente, em Jesus Cristo. Em Jesus, tudo o que Deus sonhou para nós se realizou de modo pleno, único, absoluto e completo.

Quando a Igreja celebra as cinco festas do Natal, ela quer celebrar não o aniversário do menino Jesus, mas tornar presente para nós, através do Espírito Santo, a graça da vinda do Cristo!

Na liturgia do Natal a Igreja não diz: “Há dois mil anos nasceu Jesus”, e sim: “Alegremo-nos todos no Senhor: hoje nasceu o Salvador do mundo.”

Então, celebrando as santas festas do Natal, celebramos a Manifestação do Salvador no nosso hoje, na nossa vida, no nosso mundo! A liturgia tem essa característica: na força do Santo Espírito torna verdadeiramente presente, aquele acontecimento ocorrido no passado. 

Não é uma repetição do acontecimento, nem uma recordação. É, ao invés, aquilo que a Bíblia chama de memorial, isto é, tornar presente os atos de salvação de Deus!

Através das palavras, dos gestos e dos símbolos litúrgicos, os acontecimentos do passado tornam-se presentes na nossa vida.

Após a missa de Natal, podemos afirmar que vimos, ouvimos e experimentamos o nascimento do Salvador. Um Deus que além de nos salvar deseja ter comunhão com cada um.

Que possamos, assim, celebrar neste Natal muito mais que um aniversário: o nascimento do Cristo ressuscitado, glorioso, que recebemos no seu Corpo e Sangue!

Deixe seu comentário

Post relacionados